As vezes imagino com meus próprios botões como é difícil às pessoas de nossa cidade externarem seus pensamentos espontaneamente sobre a política de Ibiraçu para expressarem a própria vontade do coração. Acabo acreditando que poucos são os que fazem isso.
Se para mim, que tenho estabilidade profissional, por ser servidor público efetivo do Estado do Espírito Santo há quase duas décadas, ou seja, praticamente não dependo de muita coisa, principalmente da prefeitura, de quem nunca vi um centavo, existe inúmeros obstáculos para enfrentar os mandachuvas praticamente de sempre - pelo menos desde que me entendo por gente -, ou expressar o que achamos não ser correto e que poderia ser de outro modo, ou então externar nossas ideologias progressistas e menos conservadoras como normalmente praticam os que chegam ao poder, ora por gastarem o erário em coisa inúteis como por exemplo soltar caminhões de foguetes, lotar os corredores das repartições públicas de aliados ou mesmo de familiares e transformá-los em verdadeiros cabides de emprego, imaginem então a situação das pessoas que dependem dos mandatários?
No meu modo de pensar, independente do meu sobrenome, vejo no processo político de nosso município uma pressão muito grande sobre as pessoas que também se interessam em um dia estarem no poder e provar que existe outras alternativas políticas para serem experimentadas. Porém, basta estas novas lideranças colocarem a cara na reta e se tornarem concorrentes ameaçadores que logo tentam destruir sua reputação, intitulando-os de tudo quanto é adjetivo, desde louco, doido, bicha, ladrão, burro, etc.
Até com minha independência me sinto pressionado, apesar de não dar muito atenção e me auto-defender das taxações que me atribuem, simplesmente por que sou um ser pensante e sei fazer isso com facilidade, além de não concordar com muitas coisas, não faladas pelos cantos, mas expostas ao público em artigos.
Agrada aos ouvidos de muitas pessoas quando atiramos pedras no grupo do Marcus Vicente e por consequência em sua esposa Naciene. Porém, quando escrevemos uma virgula sequer contra o outro grupo, logo saem de pau na gente, num comportamento mais ou menos assim: "ou você fala somente a nossa língua, ou vamos taxá-lo de doido, louco, etc".
Se falamos, é do comportamento político e administrativo dos nossos mandatários e não da pessoa em si. Mas pessoas de um grupo fala do outro como se não tivesse defeitos. E olha que defeitos jamais alguém deixara de ter, ainda que alguns sejam menos prejudiciais do que os outros.
O pior dos defeitos talvez seja querer limitar as pessoas de falarem o que pensam, desde que não haja violação da honra. E isso continuaremos fazendo sempre, porque podem nos taxar de tudo, louco, doido, mas os únicos adjetivos que não aceitaremos será de burro, desonesto, preguiçoso, subserviente da própria família, etc.
Portanto, somo independentes politicamente e continuaremos a falar o que pensamos sobre quem quer que seja, como disse, desde que não haja violação de suas honras, como normalmente fazem por ai.
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