quinta-feira, 30 de agosto de 2012

ADMIRÁVEL HORIZONTE NOVO

Dentre tantos motivos, o principal que me leva a assumir uma posição política ampla de participar nestas eleições da campanha de uma jovem mulher agricultora e  inexperiente politicamente à Câmara Municipal de Ibiraçu, foi por ter enxergado em sua candidatura a possibilidade também, de uma abertura política na nossa 'Casa de Leis" que debata com seriedade o desenvolvimento de novos projetos e continuidade de alguns já existentes no setor agrícola do município. Viviane tem raízes na nossa agricultura, portanto, acredito que ela poderá adquirir força política para unir grandes e pequenos proprietários rurais, voluntários da causa como eu e tantos outros[pelo menos é como me sinto], para desenvolver uma proposta para o setor agrícola de Ibiraçu.

Assim como pensava  há dalguns anos, quando trabalhei em Linhares e Sooretama, polos da fruticultura capixaba, depois na região serrana de Itarana, Santa Teresa, Santa Maria de Jetibá e Itaguaçu polo hortifrutigranjeiro, provavelmente os jovens de Ibiraçu de hoje, principalmente do sexo feminino   -  talvez até atordoados com o fechamento da FIESA, uma importante chama que se apaga em seus sonhos de uma profissão no contexto industrial[fechamento que denuncia que Ibiraçu não tem nenhuma vocação industrial e precisa de projetos agrícolas urgentes]  -, tem em suas mentes que trabalhar na agricultora é ter que acordar cedo, levar marmita fria para a roça, cavar buracos, fazer cerca, cortar eucaliptos, etc, imaginação lamentavelmente equivocada.

Como Escrivão  de Polícia naquelas citadas regiões, em muitas ocasiões tínhamos que interrogar jovens mulheres, as vezes envolvidas em acidentes, ou então como testemunhas, vítimas, etc. Ao questioná-las sobre suas profissões, respondiam orgulhosamente, "sou agricultora", muitas delas, inclusive, de bonita aparência e vaidosas. Depois de repetitivas respostas das jovens, ou seja, de exercerem a mesma profissão, fiquei curioso e passei a procurar a resposta para o fato. Descobri que naqueles municípios, todos de agricultura mecanizadas e cooperados, são os tratores e máquinas que fazem os serviços pesados, inclusive nos morros da região serrana, muito mais íngreme do que os morros do território do município de Ibiraçu, e, às jovens mulheres, cabe o oficio das colheitas de flores, verduras e frutas. Uvas em Santa Teresa e Santa Maria de Jetibá, taioba, jiló, alface, cebola, tomate, batatinha, ovos nos demais municípios, nos laboratórios e armazéns das aviculturas, etc.

Então?  Alguém pode duvidar que se os jovens de Ibiraçu, principalmente do sexo feminino, um dia tiverem a oportunidade de participarem de um processo de desenvolvimento agrícola do município de Ibiraçu com o trabalho e em total condições humanas, ou seja, de carteira assinada, salário com o valor relativo ao setor, desde que digno, sindicalizados com um plano razoável de saúde, enfim, em  cooperação mútua no resgate do segmento econômico que sustentou Ibiraçu em quase toda sua história,  e continua, como são as lavouras de cana de açúcar que abastecem nossa  inúmeras pastelarias, a produção de  água de coco verde, nossos principais produtos agrícolas depois do café,  não terão eles uma vida saudável, com qualidade e com chances de serem felizes?

Precisamos sonhar inicialmente ibiraçuenses, por dias melhores para nossos jovens. Mas depois obrigatoriamente concretizá-los.

Acho que nós ibiraçuenses somos gigantes sim, portanto, devemos nos unir, independente de  ideologias politicas, e usar nossa força conjunta para lutar por nossas próprias causas, por que isso  é importante e interessa muito aos jovens mais simples e humildes de Ibiraçu,  que temos absoluta certeza que são os que forma uma grande parcela da nossa sociedade.  Aos que tem uma vida estável,  experiência e amor por nossa terra, tem a obrigação de ser sensato e se unir para juntos acenderem uma luz no fim desse túnel de tantas trevas, neste momento tão delicado que estamos atravessando em nossa economia com o fechamento da FIESA, empresa que chegou a ter quase 500 funcionários. É absolutamente  injusto, se podemos,  não nos solidarizarmos neste momento com os nossos conterrâneos ibiraçuenses  que foram vítimas diretas deste problema social que nos atingiu.

Sei que a grande maioria das pessoas que leem este blog sonham com uma profissão muito melhor do que estamos propondo  desenvolver na agricultura de Ibiraçu. Mas saibam , contudo, que a maior parte dos jovens, de ambos os sexos, estão precisando de uma oportunidade e um caminho urgente, porque em Ibiraçu já não temos muitos portos de trabalho, e os poucos que existem, estão se esgotando.  Portanto, a agricultura é a salvação aos que querem continuar trabalhando no  nosso próprio município.


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