quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A VIOLÊNCIA EXISTIA, MAS A NOTÍCIA NÃO CHEGAVA

As vezes vemos as pessoas  falarem que a violência está crescendo, que o governo  não  dá conta, que não  se pode mais sair de casa, etc e tal.  Na verdade, não há como nagar que a violência, não somente no Espírito Santo, mas em todo o  Brasil, está assustando a sociedade, mesmo com todos os esforços que são desprendidos pelos governantes, como tem feito o governador Renato Casagrande, nomeando novos servidores em todos os setores, seja na PC/ES, na PM/ES ou outros, abrindo novos presídios, adquirindo equipamentos, etc.

Contudo, temos que nos conscientizar que a nossa atual Carta  Política, promulgada em 05-10-88, trouxe inúmeros direitos, os quais são  exercitados em muitas ocasiões excessivamente, o que acaba por infringir as normas legais, fruto da liberdade que passamos a respirar.

Temos que levar em consideração, também, no contexto de segurança pública, que  toda e qualquer notícia, seja do furto de uma galinha, da apreensão de uma pedra de crack, ou até de uma lesão corporal por um furo na sola do pé provocada por uma agulha está chegando ao conhecimento da sociedade pelos veículos de comunicação, seja  pela imprensa escrita, televisiva ou virtual, instituições que também, hoje, como o advento da Constituição Federal, gozam do amplo direito de "liberdade de expressão", comportamento que  tinha inúmeras barreiras antes de outubro de 1988.  Hoje, a  imprensa de um modo geral e livremente está divulgado os fatos ilícitos que acontecem, seja uma atropelamento, seja, um homicídio, uma corrupção ou deslize simples de qualquer servidor publico, principalmente de policiais, o que se avolumou extraordinariamente nos meios de comunicação, de modo que as pessoas passaram a pensar que a violência aumentou, o que na verdade é um equívoco. O que aumentaram extraordinariamente foram as notícias da  violência, esta que nunca deixou de existir  no Brasil, mas que poucos sabiam, porque notícias sobre a violência que ouvimos e vemos hoje não interessava aos governos autoritários. O que aumentou foi o abuso da liberdade nesse Brasil democrático que vivemos hoje, onde deveria aumentar extraordinariamente a pena pecuniária, principalmente para quem tem condições de pagá-la, que são os que mais abusam da liberdade oferecida pela nossa democracia, porque os que não tem dinheiro e deliquem, são fruto do sistema social falido que impera no Brasil desde os primórdios, violento por sinal, diante do sistema escravocrata que  também nunca deixou de existir e que somente e lentamente se ameniza. 

  

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