sexta-feira, 4 de maio de 2012

QUANDO O ELEITOR AUTO SE TRAI

É notório que  o grupo  político que hoje administra Ibiraçu está, nos últimos anos, enfrentando uma drástica redução em seu poder de fogo, principalmente depois que a oposição apresentou uma excelente gestão de 20005/08, fato que está na memória popular como o grande eldorado de Ibiraçu do pós emancipação do distrito de João Neiva, estando  essa redução diretamente somada a perda do mandato federal  do principal líder, que agora exerce um cargo público estadual não muito relevante e de pouca expressividade. 

Para tentar manter a hegemonia das duas décadas de poderio político, quando a oposição não tinha sequer chances de respirar  -  e olha lá se ainda terá, diante do amadorismo que vemos das pessoas dos partidos de oposição  -,  a atual administração está trabalhando praticamente no limite permitido de gastos com servidores contratados temporariamente, o que  lhe descapitaliza pra investir em outros setores, acreditando que isso possa garantir uma vitória  nas urnas nas próximas eleições, quando a atual prefeita tentará a reeleição, levando-se desta forma ao pé da letra a velha máxima: dane-se as deficiências dos demais setores públicos, porque o que  me interessa é chegar ao topo de qualquer jeito. 

Se o grupo que atualmente gerencia a cidade está utilizando este método para convencer os eleitores contratados a lhes apoiarem nas eleiçoes, tendo a preferência das contratações, como sempre, recaída sobre pessoas de famílias de numerosos eleitores, é importante que os contratados saibam que o compromisso não pode se estender por muitos meses, por que, primeiro a própria lei não permite, e segundo, porque os tempos estão anunciando “vacas magras” para  os próximos anos, sendo prova disso o desespero do governo federal em reduzir as taxas de juros a todo custo, o que é excelente para  todos, mas  notório  que trata-se de  uma medida paliativa para enfrentar crises econômicas que estão por vir, o que desde já espero estar queimando a língua.

Temos que tentar tornar do conhecimento das pessoas boas, mas simples de Ibiraçu,que as contratações no apagar das luzes da administração não tem outro fim, senão eleitoral, e que, depois que quem contratou se reacomoda no poder, garantindo o seu próprio emprego  e de seus apadrinhados, entre eles os próprios familiares, como é uma grande maioria, por exemplo, dos assessores dos Vereadores, eles não querem nem tomar conhecimento se essas pessoas que foram usadas para atenderem seus desideratos existem, pois, somente precisarão delas novamente  nas próximas eleições.

Portanto, é importante ás pessoas menos esclarecidas saberem que, se pensam que estão trocando sua cidadania e dignidade, ou seja, o seu voto e de suas famílias, pelo suposto “céu”, que seria um contratado temporário pelos próximos quatro ou cinco meses com a administração pública municipal, saibam, também, que precisam se preparar para enfrentar o “inferno” nos próximos anos, que uma administração pública que só olha para os próprios pés oferecerá, porque os que lhes comandam não tem compromisso  com a melhoria da qualidade de vida e a  felicidade dos seus munícipes, mas  sim com a melhoria da própria vida, como todos podem observar, exceto os piores cegos, que são aqueles que relutam em não querer enxergarem, normalmente os que mais sofrem.   


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