É notório que o grupo político que hoje administra Ibiraçu está, nos
últimos anos, enfrentando uma drástica redução em seu poder de fogo,
principalmente depois que a oposição apresentou uma excelente gestão de
20005/08, fato que está na memória popular como o grande eldorado de
Ibiraçu do pós emancipação do distrito de João Neiva, estando essa redução diretamente somada a perda do
mandato federal do principal líder, que
agora exerce um cargo público estadual não muito relevante e de pouca
expressividade.
Para tentar manter a hegemonia das duas
décadas de poderio político, quando a oposição não tinha sequer chances de respirar - e olha lá se ainda terá, diante do amadorismo que vemos das
pessoas dos partidos de oposição -, a atual administração está trabalhando praticamente
no limite permitido de gastos com servidores contratados temporariamente, o que lhe
descapitaliza pra investir em outros setores, acreditando que
isso possa garantir uma vitória nas urnas nas próximas
eleições, quando a atual prefeita tentará a reeleição, levando-se desta forma ao pé da letra a velha máxima: dane-se as
deficiências dos demais setores públicos, porque o que me interessa é chegar ao topo de qualquer jeito.
Se o grupo que atualmente gerencia a cidade está utilizando este método para convencer
os eleitores contratados a lhes apoiarem nas eleiçoes, tendo a preferência das contratações, como sempre, recaída sobre pessoas
de famílias de numerosos eleitores, é importante que os contratados saibam que
o compromisso não pode se estender por muitos meses, por que, primeiro a própria lei não permite, e segundo, porque os tempos estão
anunciando “vacas magras” para os próximos
anos, sendo prova disso o desespero do governo federal em reduzir as taxas de
juros a todo custo, o que é excelente para
todos, mas notório que trata-se de uma medida paliativa para enfrentar crises econômicas
que estão por vir, o que desde já espero estar queimando a língua.
Temos que tentar tornar do conhecimento das
pessoas boas, mas simples de Ibiraçu,que as contratações no apagar das luzes da
administração não tem outro fim, senão eleitoral, e que, depois que quem
contratou se reacomoda no poder, garantindo o seu próprio emprego e de seus apadrinhados, entre eles os próprios
familiares, como é uma grande maioria, por exemplo, dos assessores dos Vereadores,
eles não querem nem tomar conhecimento se essas pessoas que foram usadas para
atenderem seus desideratos existem, pois, somente precisarão delas
novamente nas próximas eleições.
Portanto, é importante ás pessoas menos
esclarecidas saberem que, se pensam que estão
trocando sua cidadania e dignidade, ou seja, o seu voto e de suas famílias, pelo suposto “céu”, que seria um contratado temporário pelos próximos
quatro ou cinco meses com a administração pública municipal, saibam, também, que precisam se preparar
para enfrentar o “inferno” nos próximos anos, que uma
administração pública que só olha para os próprios
pés oferecerá, porque os que lhes comandam não tem
compromisso com a melhoria da qualidade
de vida e a felicidade dos seus munícipes, mas sim com a melhoria
da própria vida, como todos podem
observar, exceto os piores cegos,
que são aqueles que relutam em não querer enxergarem, normalmente os que mais sofrem.
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