A prefeitura municipal de
Ibiraçu entregou recentemente várias casas populares. Não sei quem foram os contemplados, se pessoas da
cidade que precisavam, ou se atraíram pessoas de
outras regiões.
Até poucos anos, imaginava que Ibiraçu poderia se desenvolver
com mais intensidade, por passar aqui a linha férrea da Vale e BR 101, e assim aumentar
os postos de trabalho e melhorar a qualidade de
vida. Hoje, tenho visão distorcida
sobre isso. Vejo como é difícil um município pequeno atrair indústrias ou empresas pequenas. Imaginem então trazer
uma média ou grande empresa?
Acredito que nas oportunidades de se entregar novas casas,
deve-se primeiramente atender critérios básicos e priorizar os
necessitados locais. Se outras chegam,
tudo se torna mais escasso, desde a água, da qual nossas redes são limitadas, até
os postos de trabalho, hoje com procuras superiores as vagas existentes.
Sabemos que estamos ladeados
a um próspero município no contexto
desenvolvimentista que é Aracruz, onde as pessoas que chegam podem recorrerem para trabalharem. Mas,
se contemplamos com as novas casas em Ibiraçu famílias
de outras regiões, estamos inchando o quadro local de gente sem estrutura, que são normalmente as pessoas que as habitam, e sendo desonestos com as pessoas daqui
que tem
necessidade e dificuldade de
construir a própria residência. Segundo, os que chegam, normalmente só os varões trabalham e dentre sua prole sempre
tem alguém com outra cultura comportamental, portador de algum defeito social. Isso acaba gerando problemas à vida de todos, porque depois de doada, torna-se impossível ao poder público retomar a casa.
Em Itaguaçu, um
bairro de casas populares virou uma verdadeira promiscuidade, tanto de drogas como prostituição e outros delitos. Um prefeito, com fins eleitoreiros,
trouxe pessoas sem identidade com a população do ordeiro lugar. Em pouco tempo o citado bairro passou a ser o grande problema social da cidade, e até recentemente nem a polícia entrava.
Para doar casas, o governo deveria estabelecer regras que
faça as próprias famílias beneficiadas
fiscalizarem seus próprios membros. Se alguém que mora nas casas doadas for surpreendido com ilícitos em seu interior, drogas, armas, etc, depois de sua condenação, o poder
público mveria um processo de retomada a residência e dar-lhe a quem realmente precisa e honesto, ou
então, cobrar uma espécie de aluguel no valor de um salário mínimo por tempo um determinado de no mínimo vinte meses. Se não pagar, despeja. É impossível o contribuinte patrocinar obras assim, sem uma contrapartida.
Somente quando pesa no bolso das pessoas é que elas
passam a se preocupar e pensar em ter uma vida correta.
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