terça-feira, 3 de abril de 2012

REGRAS PARA DOAÇÃO DE CASAS POPULARES


A prefeitura municipal de  Ibiraçu entregou recentemente várias casas populares. Não  sei quem foram os contemplados, se pessoas da cidade que precisavam, ou se atraíram   pessoas de outras regiões.

Até poucos anos, imaginava que Ibiraçu poderia se desenvolver com mais intensidade, por passar aqui  a linha férrea da Vale e BR 101, e assim aumentar os postos de  trabalho e melhorar  a qualidade de  vida.  Hoje, tenho visão distorcida sobre isso. Vejo como é  difícil  um município pequeno atrair  indústrias ou empresas  pequenas. Imaginem  então trazer  uma média ou grande empresa?

Acredito que nas oportunidades  de se entregar  novas casas,  deve-se primeiramente atender critérios básicos e priorizar os necessitados locais. Se  outras chegam, tudo se torna mais escasso,  desde  a  água, da qual nossas redes são limitadas, até os postos de trabalho, hoje com procuras superiores as vagas existentes.

Sabemos que  estamos ladeados a um  próspero município no contexto desenvolvimentista que é Aracruz, onde as pessoas que chegam podem recorrerem para trabalharem.  Mas, se contemplamos com as novas casas  em Ibiraçu  famílias de outras regiões, estamos inchando o quadro local de gente sem estrutura, que são normalmente as pessoas que as habitam,  e sendo desonestos com as pessoas daqui que  tem  necessidade  e dificuldade de construir a própria residência. Segundo, os que chegam, normalmente  só os varões trabalham e dentre sua prole sempre  tem alguém com outra cultura comportamental, portador  de algum defeito social.  Isso acaba  gerando problemas à  vida de todos, porque depois de doada, torna-se  impossível ao poder público retomar a casa.

Em Itaguaçu, um  bairro de casas populares virou uma  verdadeira promiscuidade, tanto de drogas como  prostituição e outros delitos. Um prefeito, com fins eleitoreiros, trouxe pessoas sem identidade com a população do ordeiro lugar. Em pouco tempo o citado bairro  passou a ser o grande problema social da cidade, e até recentemente nem a polícia entrava.

Para doar casas, o governo deveria estabelecer regras que faça as próprias famílias beneficiadas fiscalizarem seus próprios membros. Se alguém que mora nas casas doadas for surpreendido com  ilícitos em seu interior, drogas, armas, etc,  depois de sua condenação, o poder público mveria um processo de retomada a  residência e dar-lhe a quem realmente precisa e honesto, ou então, cobrar  uma espécie de  aluguel no valor de um salário mínimo por tempo um determinado de no mínimo vinte meses. Se não pagar, despeja.  É impossível  o contribuinte  patrocinar obras assim, sem uma contrapartida.

Somente quando pesa no bolso das pessoas é que elas  passam a se preocupar e pensar em ter uma vida correta.

     


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