terça-feira, 3 de abril de 2012
O BRASIL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES
É comum ouvirmos reclamações da administração petista, que teve o seu marco inicial em 2003, com o Presidente Lula. São, às vezes, reclamações sem responsabilidade, outras sem análises do anti e pós petismo e da redemocratização nacional, algumas de quem não gosta do PT e acham ser um partido com vínculos ideológicos ultrapassados, e, por fim, reclamações de quem não tolera mesmo o modelo centralista praticado pelos partidários.
Das inúmeras reclamações, algumas podemos nominar como infundadas, mas em sua maioria são críticas políticas adversárias.
Eu, por exemplo, reclamo da forma fechada e pouco democrática que os membros do partido praticam. Agem como se o PT fosse uma empresa privada, onde só os donos apitam ou palpitam, o que lhe faz vulnerável aos partidos de oposição.
Por outro lado, não temos como esconder que na administração do PT, que se aproxima de uma década, houve significativos avanços sociais, conquistas sem precedentes na história republicana brasileira.
Com o PT no poder, acredito que mais de 95% das crianças do Brasil com até 12 anos de idade estejam matriculadas nas escolas, onde são devidamente alimentadas com refeições de boa qualidade, exceto aonde impera a pilantragem de alguns servidores públicos dos estabelecimentos de ensino que desviam partes dos alimentos ou permutam por outros mais simples.
No mercado de trabalho, além da valorização do salário mínimo, milhares de postos de trabalho foram inaugurados ao longo desse tempo, os quais continuam surgindo sem parar.
As exportações atingiram índices consideráveis, à corrupção, pelo menos as identificadas, foram erradicadas de alguma forma, com demissões ou investigações dos seus autores, além de tantas outras medidas. Claro que nem todos os problemas foram solucionados, mas as expectativas são grandes para saná-los.
Mesmo não tendo muita simpatia com o partido dos trabalhadores, por ter outro raciocínio e ideologia política-administrativa, não temos como esconder que muitas coisas mudaram, principalmente para nós, de uma geração que vivemos, conhecemos e convivemos nesse Brasil outrora ditatorial, mais precisamente antes do presidente Lula, e até mesmo de FHC, pois não há como desmerecê-lo por algumas iniciativas sociais positivas tomadas, mas prejudicadas pela bagunça que nossas instituições políticas praticavam.
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