sexta-feira, 6 de abril de 2012

O ABANDONO DO CAMPO E SEUS MOTIVOS

Em companhia do meu irmão Rui, sobrinho e filha, acabo de chegar de um passeio pelo interior do município de Ibiraçu. Estivemos na mercearia de Rio Lampê, hoje propriedade do ex-vereador do município Derval Fávero, adquirida de Estevão Corona, este que se transferiu com a família para São Mateus, inclusive em companhia dos  pais.

A cada dia que passa, as pessoas do interior,  principalmente  de Ibiraçu,  estão abandonando suas propriedades e se transferindo para os centros urbanos desta região, onde as oportunidades de trabalho e de estudar os filhos são mais amplas. Aracruz é o principal atraente neste contexto, mas a cidade de Ibiraçu é a opção número um para moradia dos agricultores que deixam as propriedades rurais.

Na roça, as dificuldades  são muitas. Por isso, os agricultores estão optando por cultivar florestas de eucaliptos, que não dão tanto trabalho como são os cultivos de café ou criação de animais. Floresta de eucalipto pode ser  mantida a distância, bastando o controle de formigas, que  habitualmente atacam as árvores.    

Há alguns meses, uma ponte sobre o rio Santa Maria, na localidade do mesmo nome, caiu. A prefeitura de Ibiraçu está tomando as providências e deverá inaugurar a nova ponte daqui algumas semanas, faltando somente colocar os vigas de concreto sobre ela, o que não é fácil. Recentemente uma draga reabriu o leito do rio Santa Maria, mas na oportunidade não colocou as vigas, porque as cabeceiras da ponte não estavam totalmente adequadas.



                                   Ponte caída  há vários meses é também outro motivo
                                   que desanima os agricultores de Ibiraçu.


                                 
                               Ponte substituta     feita pelos próprios      moradores,
                               ligando Rio Lampê  a São Benedito, por onde se passa,
                               ou de motocicletas,  ou então, a pé



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