Uma das grandes causas do
arraso no futebol capixaba é essa alternância nos nomes
dos clubes. Desconheço o motivo
destes acontecimentos. Não sei se é por falência, que lhes obriga a extinguir um nome e colocar outro[por tratar-se time de futebol profissional de pessoa jurídica], se por desarmonia das diretorias nas
respectivas cidades que tem time no campeonato, ou então, porque os próprios dirigentes do futebol
capixaba veem nas mudanças de nomes, oportunidades de mudanças, também, dos grupos dirigentes nos
municípios que tem time no campeonato, praticamente sempre os mesmos, abrindo-se desta forma o leque de contatos e interação dos dirigentes do futebol capixaba com
estes outros grupos, torcedores do mesmo time, mas concorrentes internos, talvez com fins políticos e não somente esportivo.
O fato de praticamente todos
os anos times com nome diferentes das mesmas cidades disputarem o campeonato, destrói
o vínculo da torcida com o clube e desconstrói suas tradições.
Um exemplo são os grandes times brasileiros. Eles têm
os mesmos nomes há mais de um século.
Aqui, um dia é Desportiva,
depois Tiva, depois Colatina, depois CTC, e assim sucessivamente, levando o torcedor a uma
verdadeira confusão que não lhe permite criar
vínculo definitivo com uma agremiação.
Raramente algum torcedor capixaba diz; “meu time do coração é a Desportiva, aliás,
Tiva, aliás Estrela, aliás, Cachoeiro,
aliás ...
Exceto Rio Branco e Vitória, praticamente
todos os demais clubes capixabas já
mudaram seus nomes várias vezes.
Com isso, não teremos com facilidade times de tradição, e, por consequência, torcidas com solidez.
Só o Ibiraçu Esporte Clube, que
mesmo morto, ainda está vivo, sólido e inesquecível nos corações de quase todas as pessoas da cidade.
Exceto nos corações de pedra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário