segunda-feira, 9 de abril de 2012

DIREITO DE SER IBIRAÇUENSE


Se tem um fato que me deixa com inveja, digamos assim, é quando ouço as pessoas que prestam declarações ou são interrogadas no cartório que trabalho na Depol de Itaguaçu, e  a grande maioria  responde que são naturais daquele próprio município. Tanto crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Talvez poucos sabem, mas a  história da colonização de Itaguaçu, é muito semelhante a de Ibiraçu. Os imigrantes italianos que lá chegaram, retardaram poucos anos em relação a chegada  dos imigrantes italianos de Ibiraçu. Lá, também, existiu um povoado de nordestinos, a maioria da população é católica, apesar do acentuado número de luteranos, e tantas outras semelhanças.

A inveja, por mais forte que seja essa palavra, recai no fato de ser o município de Itaguaçu pequeno,  nenhuma grande empresa iguais as que temos em Ibiraçu, como a siderúrgica de Caboclo Bernardo, Fiesa, a Forsa, a transportadora Gaucira, os movimentados comércios da BR 101, etc,  mas que consegue manter uma maternidade,  onde as pessoas daquele município tem  orgulho de  dizerem que seus patronímico é  “itaguaçuense”,  como nós mais antigos, que temos o mesmo  orgulho em dizer que somos “ibiraçuenses”.

Por que um município tão pequeno como  Itaguaçu, sem  grandes empresas e  com um considerável número superior de habitantes, o que se torna também um problema com reflexos “per capto”, consegue ter, e manter,  esta magnífica tradição, enquanto nós,  que tantas lideranças políticas já tivemos em todas as esferas administrativas desse Brasil, não  conseguimos dar o direito  às pessoa de serem ibiraçuense?



                                              Centro de  Itaguaçu-ES
Esse fato miniminiza a qualidade do nosso município, levando-nos  a ser um povo sem uma identidade, sem raízes.  Para ser ter uma ideia, a maternidade  de Itaguaçu, acredito,  acaba  contribuindo no melhoramento da renda  municipal,  porque as mães dos demais municípios da região recorrem a maternidade de Itaguaçu para darem  a luz, utilização que provavelmente acaba onerando os cofres da prefeitura do município  de origem destas mães, pois, as despesas com esses serviços precisam serem rateadas,  porque Itaguaçu não pode arcar sozinho com os custos que  um parto proporciona em algumas cituações.

Há coisas que são fáceis de serem  resolvidas. O que falta, é absoluta vontade política. 
  




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