sexta-feira, 30 de novembro de 2012

UMA CULTURA A SER IMPORTADA PELOS IBIRAÇUENSES

Há cinco anos, plantei no barranco dos fundos de minha casa algumas mudas de "Era", uma espécie de vegetação que cobre e protege muros e barrancos. Na oportunidade que plantei, simultaneamente escrevia no antigo Ibirinha, quando ainda não tínhamos como mostrar uma foto da barreira da época, totalmente descoberta, de terra crua. Lembro-me ter citado no artigo que as barreiras cortadas se parecem com feridas na natureza, como se fosse a carne. Disse ainda que as pessoas que fazem as barreiras, precisariam serem obrigadas por lei a ocultá-la com vegetação, seja era ou grama, ou com muros de arrimo, mas de forma que escondesse a ferida realizada, porque a sociedade não está obrigada a ver, inerte, tamanha violência ao meio ambiente, o que precisa ser  imperativo pelo poder público, mas apoiar e incentivar essa iniciativa, caso ocorra no setor privado. Também propus no mesmo artigo postado naquele Ibirinha, que a municipalidade cultivasse ou comprasse mudas de "Era" e inserisse nos barrancos que existem por toda nossa cidade, que são muitos, devido termos uma geografia íngreme, além do centro de Ibiraçu ser cortado por muitas estradas, desde BR, rodovias e até ferrovia, que para suas construções muitos barrancos altíssimos  precisaram ser feitos. Outro problema que a geografia íngreme da  nossa cidade  traz são as erosões, conforme ocorreu aqui na Biquinha na Enchente de Reis em 2009, mas que desde aquela data passamos a recuperar não somente com a vegetação "Era" mas com muros de arrima, sempre preocupado com o melhoramento do paisagismo do centro de Ibiraçu. 

Nossa   parte estamos fazendo para proteger os  barrancos,  
cultura que começamos há cinco anos, quando plantamos
cinco  mudas de R$ 2,00 cada e que mediam menos
de vinte  centímetros cada uma

Lamentavelmente a proposta que apresentamos no referido artigo não avançou e nem sequer foi debatida. Contudo, não vamos desistir de fecundarmos essa ideia em Ibiraçu, porque motivos temos para difundir essa espécie de cultura em nossa sociedade, ou seja, exigir legalmente do responsável a recuperação imediata das feridas produzidas na natureza. Querendo ou não, temos alguma relação com a   cultura japonesa, através do Mosteiro Budista de Ibiraçu, e a proposta que apresentei é Lei  no Japão há décadas. Se em Ibiraçu houvesse uma parceria do poder público com a sociedade, havendo distribuição de mudas, ou colaboração nos muros de arrimo, poderemos mostrar as  milhares de pessoas que passam por  nossa cidade  todos os dias pela BR 101 que sabemos dar valor as coisas simples mas que se tornam grandioso o seu  valor.      


Se há cinco anos, quando sugerimos no antigo Ibirinha, mudas de "Eras" 
tivessem sido distribuídas as pessoas que tem barreiras em seus lotes e 
propriedades, e se a municipalidade tivesse plantado algumas mudas 
pelas inúmeras barreiras que há na cidade de Ibiraçu, nossos barrancos 
hoje estariam iguais a fotografia e a proteção teria virado
uma cultura municipal como no Japão, com quem nos coadunamos, onde 
quem fere a  natureza tem que cicatrizá-la por Lei


  

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

JOÃO NEIVA

Hoje ao entardecer estava em João Neiva de motocicleta e decidi retornar pela Valada Maffei. Passei  na portaria da siderúrgica Ibiraçu, onde a produção está suspensa, o que me deu piedade, por saber que temos uma estrutura tão grande e desativada, o que esperamos que seja temporariamente para não prejudicar nossa economia. Também, foi a primeira vez que fui a João Neiva depois do falecimento de Valério Loureiro. Lembrei-me automaticamente e senti um vazio naquela elegante cidade. Conhecia a vontade que ele sentia de fazer qualquer coisa por sua terra.

Me surpreendi também com o número de pessoas que praticam caminhadas pela rodovia de acesso a Caboclo Bernardo e em outras avenidas da cidade e estradas de chão. Além de caminhadas, em João Neiva tem um grupo de ciclistas com quase cem participantes que constantemente percorrem toda região, inclusive nas praias e na região serrana de Santa Teresa. O esporte em João Neiva está presente na vida dos moradores de todas as idades. E isso deixa-os mais felizes e saudáveis.    

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

REVENDO CONCEITOS

Há alguns anos, quando tomamos conhecimento pelos jornais sobre o calendário da cultura indígena Maia, que prevê para o dia 21 de dezembro de 2012 o fechamento de um ciclo, data, segundo suas previsões, que o mundo irá acabar, mesmo eu não acreditando nessa hipótese, para qual há inúmeras contradições científicas, acabei, por brincadeira, fazendo algumas  promessas e mantê-las até o dia final. Uma das promessas é de que serei botafoguense até o fim do mundo, e a outra, de que sempre votaria na oposição ao grupo político de Ibiraçu, representado por Marcus Vicente, esposo da prefeita Naciene Modenesi.

Todavia, há alguns meses, decidi rever meus conceitos sobre minhas promessas. Mantive a decisão de ser botafoguense até o fim previsto pelos Maias, teoria que não coloco fé, por isto caber exclusivamente a Deus, porém, quanto a opção de votar contra o grupo mencionado, descobri que deveria ser flexível a fatos e suas dinâmicas, e que não podemos sermos carrancudos em relação a posições e opiniões desta natureza.

Mesmo não tendo assumido publicamente até hoje a minha opção pelo voto para prefeito nas últimas eleições, não posso esconder que minha admiração pela atual administração da prefeita Naciene Modenesi cresceu muito em relação a sua primeira gestão à frente da  prefeitura Municipal de Ibiraçu.  Nesta oportunidade, Naciene administrou com autoridade(e não  como autoritária), manteve-se absolutamente independente em relação  as suas próprias atitudes, principalmente diante da influência do próprio marido, uma pessoa extremamente experiente na vida pública e que muito poderia lhe ajudar em termos  de opiniões, não permitiu interferências externas de pessoas que nem servidores públicos são, e soube, a todo tempo, ser a timoneira da gestão e da necessidade da independência dos seus atos.
Prefeita Naciene Modenesi - Exemplo de autonomia no serviço público 
e avessa as interferências que muitas vezes são prejudiciais ao bom 
desempenho do serviço público e à interação social  

A liberdade  de administrar que Naciene implantou em sua atual gestão simboliza a autonomia que qualquer mandatário precisa manter, transmitiu segurança aos munícipes, porque todos tem consciência de que votaram nela, e não em quem porventura tentou influência-la, ainda que tenha sido o experiente marido, exercitou todo tempo muita responsabilidade e soube dar atenção com eficiência às demandas públicas exigidas. Mesmo derrotada nas eleições,  não utilizou-se de métodos vingativos, que lhe seriam discricionários, como dar as costas à limpeza pública, demitir em massa servidores contratados, empurrar com a barriga pagamentos de fornecedores, enfim, não se comportou em nenhum momento como uma pessoa rancorosa, muito menos abandonou a direção do barco ou entregou a responsabilidade de outra pessoa, fazendo jus a vontade popular dos ibiraçuenses que lhe delegaram com muito respeito e confiança o cargo de prefeita que exercitou nos últimos quatro anos.

Naciene  Modenesi, além  de  ter exercitado com ampla autonomia e autoridade administrativa, não desprezou as opiniões necessárias a positividade de sua gestão, demonstrando a todo  tempo sua determinação em construir uma cidade melhor à todos nós.

Portanto, sou cônscio da minha humildade em rever  meus conceitos, para dizer que o exemplo de autonomia de Naciene à frente da  administração municipal e sua atitude de ceifar pela raiz as interferências que surgiram, muitos que poderiam serem até positivas, mas outras que colocariam em risco e ofuscariam sua própria autoridade, sem contudo desmerecer boas opiniões, é um exemplo que deveria ser seguido por todos os prefeitos futuros de Ibiraçu.

Esperamos que suas ações,  ou seja, a autoridade cristalina, transparente e  respeitosa com todos que Naciene a todo tempo externou durante os quatro anos do atual mandato, seja o espelho para as próximas gestões, de modo que não se deixe jamais se influenciar por opiniões que não condizem com a  realidade que veio das urnas, porque o voto foi dado por absoluta confiança na pessoa que se elegeu de direito, o qual temos absoluta certeza que não precisa de um prefeito  de fato que lhe ofusque o brilho.  

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA POLÍCIA CIVIL DO ES

Atendendo convocação da Superintendência de Polícia Metropolitana(SPM), em companhia de outros profissionais da SESP/ES, ontem passamos o dia em um dos inúmeros auditórios do novo prédio da Petrobrás na Praia do Canto, Vitória-ES, analisando, debatendo, estudando e elaborando o planejamento estratégico que a Polícia Civil está desenvolvendo para as próximas décadas. O critério utilizado para a convocação recaiu na escolha de profissionais realmente de olhos voltados para o futuro para detectarem os gargalos que existem e superá-los para melhor eficiência e desempenho do setor. Novas rodadas de debates acontecerão até a conclusão.

Chefia da Polícia Civil do ES planeja estratégias para melhorar ainda mais a eficiência na
segurança pública dos municípios da Grande Vitória, o que deverá acontecer, também, nos
próximos meses para solucionar problemas enfrentados pela população do interior do Estado

Apesar de ser iniciativa da Chefia da PC/ES, via SPM, o governador do Espírito Santo Renato Casagrande tem dado apoio máximo a estruturação do planejamento. Renato Casagrande realmente tem demonstrado preocupação para melhorar a segurança dos capixabas, o que logicamente não acontece da noite para o dia. 

Na pauta da própria Polícia Civil, via SPM, assuntos pertinentes a segurança com mais agilidade para superação de alguns entraves que dificultam o atendimento no serviço público, principalmente de gestão e infraestrutura.       

terça-feira, 27 de novembro de 2012

TONTEIRA TOTAL

O clima e o ambiente político em Ibiraçu está em plena ebulição nestes dias que antecede a posse. Tá quase todo mundo igual a cachorro que cai de mudança. Perdido! Daquele que, além de cair, bate com a cabeça no asfalto.

Vamos aguardar as notícias chegarem.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A ÁGUA DA BIQUINHA E UM GÊISER

Recentemente, num bate papo entre amigos, duas pessoas que participavam e conhecem muito bem a história de Ibiraçu, confirmaram que na Biquinha, há muitos anos, havia um olho de água que brotava incessantemente do chão, na forma de um gêiser(olho d´água), conforme denomina-se em São Mateus, onde é muito comum presenciarmos olhos d´água brotando do solo, muitos dos quais  são minerais e que são engarrafadas nas indústrias de água mineral a partir de  canalizações.

Diante da confirmação das pessoas que conheceram o referido olho de água da Biquinha e em quem podemos confiar, deduzimos que o referido foi canalizado na direção do local que hoje encontra-se a bica que jorra a  água da  fonte da  Biquinha, o que explica ela nunca ter secado, mas apenas em uma única oportunidade ter sido reduzida drasticamente o seu curso, mas sem secar definitivamente, conforme  escrevemos um artigo há alguns anos.

Espécie de gêiser pequeno  e de pouca pressão

Esta novidade é mais uma garantia, talvez a principal, de que a  água da Biquinha que é usada pela população de  Ibiraçu é segura e despoluída, pois, gêiser são pressões da água subterrânea para a superfície, o que leva-nos a acreditar que a água da Biquinha vem de um lençol profundo, portanto, de qualidade e sem risco de contaminações, esta que geralmente é contraída junto a  poluição lançada na superfície da terra.  

CONCEITO  DE GÊISER
água subterrânea que se choca nas fissuras, cavidades e lençóis freáticos, em contacto com rochas e principalmente encontrada abaixo à elevada temperatura. A elevada pressão a que a água se encontra faz aumentar o ponto de ebulição da água, a qual obriga então a água a subir de forma violenta, em forma de jato, dando origem a esta manifestação de vulcanismo. Esses jatos podem atingir cerca de 80 metros de altura e apresentar temperaturas de 70 ºC onde não há rocha vulcânica, como o riolito, que é dissolvido em água quente e as formas de depósitos minerais chamados conglomerados siliciosos ou geiseritas, juntos dentro de sistemas de canalização. Ao longo do tempo, esses depósitos de rochas fortemente consolidadas reforçam as paredes do canal e permitem a atividade do fenômeno da natureza.

OBS; A Biquinha não chega a tanto, conforme o conceito acima, porque tratava-se na realidade de um olho d´água, muito comum por toda nossa região,  mas pode ser um curso de água pressionada subterraneamente por gravidade para a superfície. A água da Biquinha não perde sua qualidade e ninguém nunca encontrou uma impureza sequer. 


UMA SOCIEDADE SITIADA DOS ATOS E FATOS PÚBLICOS

Como deveria ser difícil a convivência da população de Ibiraçu no início do século passado, diante da absoluta ausência de informações sobre as ações públicas e políticas, devido a inexistência de um veículo de comunicação que divulgasse os fatos e decisões tomadas pelos agentes gestor, por mais simples que o veículo comunicativo fosse. Aquele isolamento das decisões públicas deveria amedrontar a sociedade. Todos ficavam sitiados, porque quando tomavam conhecimento, os fatos públicos já estavam acontecendo, meio que empurrados de goela abaixo.

A sociedade não tinha oportunidades nem de saber o que estava acontecendo, imaginem então participar. Que vida difícil levava o nosso povo naquele isolamento do inicio da nossa colonização, o qual esperamos que não se revitalize nunca mais.    

Mesmo que algumas pessoas da nossa sociedade reclamem dos veículos usados, mas a atual administração sempre comunicou suas ações, independente se elas eram acertadas ou não, o que é importante para o conhecimento popular.

Quando as notícias de natureza públicas não chegam ao conhecimento do povo, a impressão que dá é que se está  fazendo coisas esdrúxulas, o que não deixa uma boa impressão à opinião pública.

domingo, 25 de novembro de 2012

NOVA GERAÇÃO

Por falar em Pignaton, eis meu irmão Rui Silvestre e seus filhos Felipe e Guilherme, 
estes que representam a 4ª geração da  família Pignaton no Brasil 

FAMÍLIA PIGNATON


2º casarão da família Pignaton na localidade de rio Sapateiro no município de Ibiraçu com as 
ruínas da cozinha e do tanque aos fundos. A 1ª casa da família, que era de madeira coberta 
de zinco e de assoalho alto, ficava  na parte direita da  fotografia. Na parte esquerda, provavelmente um pé de laranja cravo(mexerica)   

Como estamos num domingo chuvoso agradável, ofertamos um presente a todos os membros e amigos da Família Pignaton, a qual tem sua origem no Brasil a partir do município de Ibiraçu, onde chegaram em companhia de centenas de outras famílias de imigrantes italianos no final do século XIX para estas terras ajudar a colonizarem.

O casarão de dois andares da fotografia representa a contribuição que a família Pignaton deu a cultura arquitetônica do município de Ibiraçu no início de nossa colonização, quando predominava entre a maioria dos Imigrantes Italianos a ideia de construírem casas grandes, geralmente imponentes, o que era o principal sinônimo do progresso de Ibiraçu.      


SUGESTÃO

Se eu fosse Lula forçava a barra para José Dirceu ser o técnico da seleção. Ele sabe armar muito bem uma defesa. O resto vai em bloco para o ataque pela ponta das canhotas até a linha de fundo e solta a bomba. Ele conhece a manha e já sabe que uma tabelinha pela direita só embola o meio de campo.

sábado, 24 de novembro de 2012

A NECESSIDADE RESTABELECE A CULTURA

Uma cultura que  está se revitalizando em Ibiraçu é a da construção de casas de dois andares, uma arquitetura muito comum no início da colonização pela imigração italiana no município de Ibiraçu, onde provavelmente já predominava esse mesmo tipo de arquitetura, conforme alguns casarões do centro de nossa cidade e que pertenceram a descendentes de portugueses, como foram as famílias Mota, Santana, Araújo, Batista, Pimentel e Loureiro.

Bem no início da colonização, as casas nas propriedades rurais dos imigrantes eram todas feitas
de madeiras e quase todas tinham dois andares. Quando de um só andar, era assoalho alto que facilitasse o trâmite de pessoas adultas para ter acesso a escada, normalmente debaixo. Daquela forma, evitava-se que animais silvestres, cobras e sapos entrassem dentro de casa, fato que normalmente acontecia. Toda essa região era uma selva praticamente virgem. Animais como sapos e cobras entravam com facilidade e geravam riscos. Há relatos de pessoas mais antigas que afirmam que até as Suçuaranas(pequenas onças), se aproximavam das casas. Tive a oportunidade de conhecer o primeira casa que a família Pignaton construiu no Brasil. Era toda de madeira, coberta de zinco(quando conheci, que poderia ter sido de vegetal antes, de palha ou tabuinhas) e ficava do lado esquerdo do atual casarão.



Modelo de Casas Altas construídas antigamente

Hoje há a revitalização daquelas construções em nossa cidade, mas não são mais para evitar animais silvestres entrarem, mas por precaução em relação as enchentes, conforme sofrida  em 06-01-2009,  'Dia de Reis', quando as ruas de Ibiraçu foram praticamente tomadas por água, criando na época um grande transtorno para a população de um modo geral e para a administração da atual prefeita Naciene Modenesi, que se iniciava  e enfrentou aquela catástrofe, mas que teve todos os problemas causados superados durante sua administração.

HISTÓRIA DE IBIRAÇU E DOS IMIGRANTES ITALIANOS

Em um grande número de fazendas desbravadas pelos imigrantes italianos no município de Ibiraçu era comum até recentemente se encontrar funcionando moinhos tocados por força das quedas d'água e que eram usados para moagem de cereais, principalmente para o fubá de milho, matéria prima básica com o qual se fazia a polenta, alimento pioneiro da culinária da imigração italiana em  Ibiraçu, cultura que ainda persiste entre muitos habitantes. Além de moinho para o fubá, haviam os de café e as pilas de arroz. 

Muitos fazendeiros aproveitavam conjuntamente a força d'água e instalavam pequenos dínamos para produzirem eletricidade e acender algumas lâmpadas, principalmente nas casas sedes das fazendas, que naturalmente tinham prioridades exclusivas, diante da carência e da privatividade dos investimentos, que provavelmente não deveriam contar com o apoio público. 

Somente no final da existência do município de Pau Gigante, que aconteceu em 1942, foi que o município de Ibiraçu passou a ter energia pública, gerada a partir da hidrelétrica da Barragem. Contudo, não sabemos afirmar a quem cabia a arrecadação dos  tributos da hidrelétrica, se é que havia,  e a quem pertencia, se ao Estado ou ao Município.     

Resquícios do aqueduto em um moinho de fubá que era consorciado com um gerador de energia
para a sede da fazenda de Cachoeiro Comprido, que apesar de manter esse 
nome, hoje a localidade é mais conhecida por Barragem. 

Cascata, outrora por gravidade suas águas tinham força para tocar moinho 
e produzir energia e  hoje uma realidade totalmente prejudicada

A Cascata, que atualmente tem queda  d'água prejudicada por algumas circunstâncias, no inicio  da colonização foi literalmente a fonte de energia da fazenda da família Pignaton, logo abaixo da cachoeira. Por gravidade, durante décadas a família Pignaton produzia fubá de milho no moinho que possuíam, tanto para a família como para outros colonos, solidariedade muito comum na época. 

Não sabemos informar se os Pignatons, também, produziam energia para a sede de suas fazenda que tinha no seu entorno inúmeras outras moradias, geralmente habitadas por pessoas da própria família que se casavam e passavam a viver separadamente, mas nas proximidades da sede.    




PESQUISA

Ontem minha filha Lara foi entrevistada por pesquisadores sobre alguns assuntos importantes para o desenvolvimento do município de Ibiraçu. O escopo da pesquisa foi "Caminhos da Sabedoria". Tomará que o índice de aprovação a esse projeto tenha dado um resultado positivo. Ele nos engrandece.